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C.M. Paços de Ferreira. Agenda Cultural. Ano de 2006

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Catálogos Tempi. Ano de 2007

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Arte Plaza. Campanha. Ano de 2007

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Guider. Guias turísticos. Ano de 2005

Entretanto Teatro. A Porta Aberta. Ano de 2005

Entretanto Teatro. Ilustração. Ano de 2005

Ferbar. Rótulo. Ano de 2003

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Ralea. Mailing. Ano de 2008

Capão de Freamunde. Logomarca. Ano de 2008
K
No longínquo século XV, uma armada de eunucos liderada por Zhen He abriu caminho pelos vastos oceanos ao que pouco tempo depois viria a ser conhecido como Epopeia dos Descobrimentos. A razão por que era de eunucos essa armada, sendo o próprio He um eminente “castrati”, prende-se com estranhas interpretações que os chineses desse tempo faziam sobre a influência hormonal na submissão ao poder hierárquico. Presumo que ao oferecerem a um homem a rara possibilidade de contemplar os seus próprios testículos numa pequena caixa de jade, os chineses se convenceram que o tornariam não só mais dócil, como mais inteligente e disciplinado. Reza a lenda que a tradição é muito antiga. Tão antiga que já no século 21 antes de Cristo, o tal que, não sendo manifestamente um eunuco, muitos gostariam que tivesse sido, se usava esse “procedimento mítico-animalesco-extractivo” na cidade suméria de Lagash. Todavia, não será necessário viajar tanto no tempo e no espaço para encontrar exemplos desse ritual subtractivo da masculinidade. Aqui bem perto, na muito germana terra de Freamunde, em pleno Vale do Sousa, estão em verdadeira carne viva hábitos que a romanização legou por via dos males de sono do Imperador delegado. Reza a lenda que a parda eminência não dormia de noite e que, não havendo ainda a indústria farmacêutica provido a magia soporífera com que nos adormeceu a todos, decidiu proibir os galos de cantar, desiderato que cumpriu mandando cortar-lhes os testículos. Criava-se desse modo o mundialmente famoso Capão de Freamunde, um galo mudo, comido e cantado ao longo dos séculos por nobres e insuspeitas goelas, de Gil Vicente, o saudoso, a Camilo Castelo Branco, o suicida (deus os tenha). Não tendo por que vos entediar com a famigerada receita tradicional do Capão à Freamunde, até porque a hora é mais de repouso que de repasto, decidi expor-vos de modo frugal e sucinto a ancestral técnica da Capadura. Comecemos por compreender que se trata de uma verdadeira especialidade cirúrgica dominada por uma mão cheia de iluminados e cuja execução exige o mais elevado rigor, sob pena de nos aparecer no prato uma neurose galinácea, o Rinchão, em vez do delicioso Capão com que cobiçosamente fantasiamos. Nem vão os meus incautos leitores a Freamunde comprar gato por lebre, Rinchão por Capão, e regressarem de tão jesuítica terra com mais um mito desfeito nas mãos. Pois deve então o pito mártir jejuar por dia e meio, de forma a produzir o estado endócrino ideal à função. Ao fim desse período deve o cirurgião extractor segurar-lhe as asas, deitá-lo de costas e estender-lhe a coxa direita ao longo do corpo. Depois de consolidada a posição, puxa-lhe a coxa esquerda para trás de forma a expor o lado esquerdo do animal. Seguidamente depena 7cm2, nem mais nem menos, junto à última costela, para de imediato lavar a zona com álcool e molhar a penugem circundante para que não se erga e atrapalhe a intervenção. Faz então, a meio do flanco exposto, um golpe de 4cm, usando para tal, à falta de bisturi sueco esterilizado, um vulgar facalhão de cozinha. Por essa abertura introduz o dedo médio ungido com azeite, dedo esse com que procura, de ambos os lados da coluna vertebral e na direcção da última costela, os tão desejados testículos. Deve o cirurgião destacar com o máximo cuidado um testículo de cada vez, pressionando lentamente com a unha, de forma a evitar desnecessárias e sempre perniciosas hemorragias. Para extirpar suavemente os greiros, fá-los escorregar com a cabeça ou a polpa do dedo encostados à parede abdominal. Quando estiverem finalmente cá fora, respirando autonomamente o ar frio do Inverno (esta operação realiza-se apenas na estação do frio), pode então o capador coser a fístula com uma vulgar linha preta usada nas bainhas e lavá-la com desinfectante. O mártir galináceo agora iniciado Capão poderá então gozar de plena liberdade, sendo-lhe mesmo atribuído o privilégio, quinze horas depois, de uma lauta refeição de leite ou papa ralada, na condição, porém, de se não empoleirar nos 4 dias seguintes. Depois cozinha-se e come-se.

AMR Mobiliário. Branding. Ano de 2008

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Mascote do Oceanário. Concurso. Ano de 2005

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Azeite Serrata. Rótulos. Ano de 2002

Azeite Serrata. Rótulos. Anos de 2002

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Azeite Serrata. Brochura Institucional. Ano de 2002

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Azeite Serrata. Caixas de transporte. Ano de 2002

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Azeite Serrata. Portefólio. Ano de 2002

Azeite Serrata. Desenvolvimento. Ano de 2002

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Blifish. Logomarca. Ano de 2003

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Sportzone. Embalagem Skate. Ano de 2003

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Primavera Software. Brochuras. Ano de 1997

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